quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Possível retorno da fanfic


Olá, leitores!
Como estão?
Bem, estive pensando nesses dias e talvez eu retorne a escrever a fanfic "O diário de Hermione Granger". Muitas pessoas pediram para que eu voltasse a escrevê-la, então, estou pensando em sinceramente em voltar.
O que vocês acham? Querem que eu retorne a escrever ou não?
Respondam nos comentários! 
Beijinhos repletos de Lumus! *-*


domingo, 20 de novembro de 2011

Justificativa -- Nota da autora da fanfic


Olá, Potterianos!
Devido à questões escolares, não estou podendo, por enquanto, escrever e publicar mais capítulos da fanfic "O diário de Hermione Granger". Mas se me perguntarem: "Ah, mas então você não vai mais escrever a fic, não é?". Errado. Eu vou sim continuar a escrevê-la, mas só publicarei os capítulos depois do dia 20/12, devido, repetindo, às questões escolares. Por isso, por favor, só lhes peço um pouquinho de paciência comigo. Já estou fazendo alguns esboços dos próximos capítulos e, não se preocupem, não ficarão sem "O diário de Hermione Granger".
Agradeço à atenção de todos!
Beijinhos repletos de Lumus! *-*

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Capítulo 7: A aula de voo e tudo por um triz



Querido diário,

Sabe, quando as pessoas dizem que há males que vem para o bem, acho que não estão enganados. Vou lhe explicar porquê isso teve a ver com o dia de hoje.
Segundo nossos horários, hoje os alunos da Grifinória e Sonserina do primeiro ano, teriam sua primeira aula de vôo. Os alunos de ambas as casas não paravam de comentar sobre quadribol, o esporte principal do mundo dos bruxos. Simas Finnigan e Ronald Weasley comentavam com Harry Potter e Dino Thomas sobre as partidas curtas de quadribol que jogavam em casa na infância. E não eram só eles que viviam falando de quadribol pelos corredores. Todos os alunos de famílias bruxas do primeiro ano falavam muito sobre o assunto, entre eles, Draco Malfoy, da Sonserina. Ele reclamava em alto e bom som que achava um absurdo os alunos do primeiro ano não poderem entrar nos times de quadribol das casas. Eu, pessoalmente, diário, acho que é melhor assim. Eu nunca achei seguro um bruxo ficar em cima de uma vassoura. Tenho medo de altura, confesso, por isso que eu não estava tão entusiasmada quanto os outros alunos. Em vez de entrar na roda dos alunos ansiosos, eu resolvera ficar apenas lendo o livro Quadribol através dos séculos, que poderia me ajudar muito em minha primeira aula. Alguns alunos, como eu, estavam um pouco nervosos, por isso, durante o café-da-manhã, resolvi ajudá-los com algumas das inúmeras informações do livro. Um dos que mais me perguntavam sobre o que eu dizia era Neville, que parecia tão nervoso quanto eu para a primeira aula. Resolvi lhe contar sobre alguns macetes que encontrei no livro, mas Neville sempre me interrompia para perguntar sobre algo que eu tinha dito. Então, parei de falar assim que o correio-coruja chegou. A coruja-das-torres voou em minha direção e depositou um pacote endereçado na mim, de meus pais. No pacote vinha uma carta deles e uma caixa de docinhos sem açúcar que eles mandavam. Ao meu lado, Neville havia aberto uma caixa pequena que receba de sua coruja e tirara um Lembrol de dentro. Ele estava explicando a Harry o que era um Lembrol, quando Draco Malfoy e seus amigos da Sonserina pegaram o objeto das mãos de Neville. Harry e Ronald deram um salto, prontos para enfrentar Draco, mas, felizmente, a professora Minerva passava no corredor do salão na hora e impediu a briga. Ainda bem.
À tarde, os alunos do primeiro ano da Grifinória saíram da sala comunal e rumaram para fora do castelo. Os alunos da Sonserina já estavam lá e, perto deles, estava Madame Hooch, a professora de quadribol em Hogwarts. Seus cabelos eram curtos e acinzentados, seus olhos amarelos e usava veste azuis.
-- Vamos, o que é que estão esperando? – perguntou Madame Hooch com rispidez. – Cada um do lado de uma vassoura. Vamos, andem logo.
Todos os alunos obedeceram e se posicionaram. Olhei a vassoura parada no chão e hesitei um pouco. Eram realmente necessárias as aulas de vôo? Eu não gostava nem um pouco de ficar fora do chão, muito menos ficar sobre algo tão estreito como uma vassoura.
-- Estiquem a mão direita sobre a vassoura e digam “Em pé!”. – ordenou a professora e assim fizemos.
Uma coisa intrigante aconteceu. Harry Potter, que estava ao meu lado, assim que disse “EM PÉ!”, a vassoura sobre a qual sua mão estava sobre ela, pulou imediatamente para sua mão. Mas poucos alunos isso aconteceu. Voltei minha atenção para a minha vassoura e, mesmo eu ordenando, ela apenas revirava-se na grama. Tentei manter a voz controlada por causa de meu nervosismo, mas não consegui. Felizmente, eu não era a única. A vassoura de Neville estava imóvel e a de Ronald Weasley deu um solavanco e atingiu em cheio a testa dele. Draco Malfoy conseguira na segunda tentativa fazer a vassoura pular para sua mão. Ele e Harry foram um dos poucos a conseguirem este feito. Eu não estava feliz em não conseguir fazer uma simples e velha vassoura me obedecer e pular para minha mão.
Depois de muitos minutos com os alunos gritando “Em pé!”, a professora nos ensinou a montar nas vassouras sem escorregar pelo outro lado. Era fácil. Tínhamos que apoiar bem os pés nos pedais e segurar bem no cabo. Professora Hooch passou por entre as fileiras corrigindo a maneira dos alunos de se segurarem nas vassouras. Ela chamou a atenção de Draco Malfoy por ele estar segurando de maneira errada e, com rispidez, o ajudou. Depois, retornou à sua posição na frente da turma e disse em alto e bom dom para que todos ouvissem:
-- Agora, quando eu apitar, dêem um impulso forte com os pés. Mantenham as vassouras firmes, saiam alguns centímetros do chão e voltem a descer curvando o corpo um pouco para frente. Quanto eu apitar... três... dois....
Mas Neville, de tão nervoso que estava, dera um impulso muito forte com os pés e pôr-se a voar muito alto, uns seis metros sobre nós. Era óbvio que não tinha um bom controle sobre a vassoura e sua expressão de pavor estava apenas confirmando isso. Madame Hooch gritou para que ele voltasse, mas Neville não conseguia. Até que ele acabara caindo da vassoura em pleno ar e ouviu-se um estalo. Fraturara um osso.
Madame Hooch correu para ele e murmurou algo como “Pulso quebrado. Vamos, menino, levante-se.” Depois, virou-se para o restante da classe.
-- Nenhum de vocês vai se mexer enquanto levo este menino ao hospital! Deixem as vassouras onde estão ou vão ser expulsos de Hogwarts antes de poderem dizer “quadribol”. Vamos, querido.
E Madame Hooch distanciou-se da turma com Neville cujo rosto estava vermelho e repleto de lágrimas. Assim que saíram perto o bastante da turma, Draco Malfoy caiu na risada.
-- Vocês viram a cara dele, o panaca? – disse enquanto dobrava-se de rir, os alunos da Sonserina fazendo coro.
-- Cala a boca, Draco! – retrucou Parvati Patil, o que me deixou realmente surpresa com sua atitude.
-- Uuuu, defendendo o Neville? – disse Pansy Parkinson, uma aluna da Sonserina. – Nunca pensei que você gostasse de manteiguinhas derretidas, Parvati.
Parvati corou e baixou a cabeça. Os alunos da Grifinória, porém, fecharam a cara para os alunos da Sonserina, que agora riam pra valer com o comentário de Pansy Parkinson.
-- Olhe! – disse Draco, pegando uma esfera transparente da grama e o erguia sob os olhos. – É aquela porcaria que a avó do Neville mandou.
Era o Lembrol.
-- Me dá isso aqui, Draco. – falou Harry. Todos os alunos ficaram em silêncio.
Draco soltou uma risadinha desdenhosa.
-- Acho que vou deixá-la em algum lugar para Neville apanhar, que tal em cima de uma árvore?
-- Me dá isso aqui! – gritou Harry, mas Draco já estava na vassoura e voando. Ao contrário de Neville, ele realmente sabia voar bem.
-- Venha buscar, Potter! – desafiou Draco, perto dos ramos altos de um carvalho.
Eu não acreditei que Harry iria mesmo voar. Quer dizer, ele colocaria a turma toda em encrenca. Eu não estava me importando com Draco ou com o pessoal da Sonserina, mas se Harry queria colocar a turma da Grifinória numa enrascada, eu tinha que intervir.
-- Não! – gritei para Harry, quando este pegou a vassoura, pronto para voar. – Madame Hooch disse para a gente não se mexer. Vocês vã nos meter em uma enrascada.
Mas obviamente que Harry não me daria atenção. Eu sabia que ele me ignoraria e voaria do mesmo jeito, mas foi melhor eu tentar pelo menos impedi-lo.
Uma coisa era certa: Harry também sabia voar muito bem. Isso talvez fosse pelo fato do pai dele, Tiago Potter, ter sido apanhador da Grifinória. Ele seria também um apanhador ou integrante do time como o pai, um dia?
Eu estava nervosa. Nervosa pelo fato de Madame Hooch aparecer do nada, ver Harry e Draco montados nas vassouras e colocar a culpa na turma por não impedi-los e de nos expulsar de Hogwarts! Não, eu não agüentaria ser expulsa de Hogwarts, eu não seria!
Houve um momento em que vi Draco falar alguma coisa para Harry e lançar o Lembrol. Harry disparou atrás da pequena esfera transparente, que subia e agora descia rapidamente, indo em direção ao solo. Antes de o Lembrol tocar no chão, Harry o agarrou com agilidade e pousou suavemente na grama. Os alunos da Grifinória, incluindo eu, correram até Harry. Alguns o parabenizavam pelo excelente vôo na vassoura, outros por ter enfrentado Draco daquela maneira e não voltar atrás. Mas antes que a alegria contagiasse mais os alunos, uma voz severa ecoou no local.
-- HARRY POTTER!
A professora Minerva vinha até os alunos com uma expressão dura.
-- Nunca... em todo o tempo que estou em Hogwarts... como é que você se atreve? Podia ter partido o pescoço...
A professora tremia em cada frase dita de tanto espantada que estava com Harry. Os alunos da Grifinória colocaram-se a defendê-lo.
-- Não foi culpa dele, professora...
-- Calada, Srta. Patil.
-- Mas Draco...
-- Chega, Sr. Weasley. Potter, acompanhe-me, agora.
Os alunos da Sonserina, incluindo Draco, Crabbe e Goyle, davam risadinhas de prazer ao ver Harry seguir cabisbaixo a professora Minerva. Os alunos da Grifinória perguntavam entre si o que a professora queria com Harry. Virei-me para Rony Weasley e disse:
-- Viu o que aconteceu? Agora Harry pode ser expulso, ou melhor, todos nós podemos ser expulsos, e você não fez nada para evitar que seu amigo voasse!
-- O que queria que eu fizesse? E além do mais, você está mais preocupada em não se expulsa, não é?
Não respondi. Felizmente, Madame Hooch chegou até nós e pediu para que deixássemos as vassouras no chão, pois a aula já havia terminado por hoje. Ela não mencionara nada sobre Harry ou professora Minerva, então supus que ela não soubesse do acontecido.
Enquanto caminhava pelos corredores até o salão principal, o único assunto sobre os alunos do primeiro ano das casas Grifinória e Sonserina era sobre Harry. Esperançosos, os alunos da Sonserina torciam para que o pior acontecesse e Harry fosse expulso. Por outro lado, os alunos da Grifinória pensavam positivamente e achavam que a professora Minerva só daria, no máximo, uma advertência a ele. Eu esperava que fosse isso.
O dia permaneceu normal, até pelo menos a hora do jantar. Quando Harry entrou no salão, acompanhado de Ronald Weasley, sentaram-se animados na mesa de jantar. Como eu estava a apenas um lugar de distância deles, deu para ouvir o que estavam conversando.
-- Sou o novo apanhador da Grifinória. – disse Harry feliz.
-- Você está brincando! – exclamou Rony. – Apanhador? Mas os alunos do primeiro ano nunca... você vai ser o jogador da casa mais novo do último...
-- Século. – completou Harry. – Olívio me disse.
Dava para perceber que Rony estava absurdamente admirado com a notícia. Tão admirado que esquecera de que estava com o pastelão de rins a caminho da boca.
-- Vou começar a treinar na próxima semana. – continuou Harry. – Só não conte a ninguém, Olívio quer fazer segredo.
Voltei a prestar atenção em minha refeição, enquanto meu cérebro registrava os fatos. Então, Harry não havia se dado mal, no final. Ele fora escalado para novo apanhador do time de quadribol da Grifinória. Acho que estava mesmo confirmado de que Harry tinha mesmo o sangue de um jogador de quadribol nas veias, assim como Tiago Potter, seu pai.
Assim que o jantar fora substituído pela sobremesa, Draco Malfoy, ladeado por Crabbe e Goyle.
-- Comendo sua última refeição, Harry? Quando vai pegar seu trem de volta para a terra dos trouxas?
-- Você está bem mais corajoso agora que voltou ao chão e está acompanhado por seus amiguinhos. – disse Harry calmamente para Draco.
-- Enfrento você a qualquer hora sozinho. – disse Draco. – Hoje à noite, se você quiser. Duelo de bruxos. Só varinhas, sem contato. Que foi? Nunca ouviu falar de um duelo de bruxos, suponho?
-- Claro que já. – respondeu Ronald, virando-se para encara Draco. – Vou ser o padrinho dele, quem vai ser o seu?
Draco demorou um pouco e por fim disse:
-- Crabbe. Meia-noite, está bem? Nos encontramos na sala de troféus, está sempre destrancada.
Draco Malfoy se retirou e Harry e Rony começaram a conversar novamente. Eles não poderiam estar falando sério! Um duelo de bruxos? O que Harry queria afinal? E se ele e Ronald fossem apanhados indo para a sala de troféus por Filch ou algum professor? O que aconteceria à Grifinória? Perderia mais que pontos? Eu tinha que intervir.
Antes de sair do salão, prostrei atrás deles e falei:
-- Com licença.
-- Será que a pessoa não pode comer sossegada neste lugar? – exclamou Ronald, mas ignorei-o e dei atenção a Harry.
-- Não pude deixar de ouvir o que você e Draco estavam dizendo...
-- Aposto que podia. – resmungou Ronald.
--... e você não deve andar pela escola à noite, pense nos pontos que vai perder para a Grifinória se for pego, e você vai ser. É muito egoísmo de sua parte.
-- E, para falar a verdade, não é da sua conta. – respondeu Harry com rispidez.
-- Tchau. – disse Ronald e eles saíram do salão, deixando-me sozinha.
Enquanto via eles atravessarem as portas e sumirem pelos corredores, fiquei pensando em como alguém poderia ser tão idiota a ponto de preferir não amarelar num duelo ridículo a garantir que sua casa não perdesse pontos. Saí do salão e fui, com passos pesados, em direção à torre da Grifinória.
Chegando lá, falei a senha para a mulher gorda (“focinho de porco) e adentrei na torre. Percy Weasley estava sentado em uma das poltronas de frente a lareira. Uma vontade súbita de contar a ele que Ronald e Harry sairiam de noite tomou conta de mim. Em vez de responder a essa vontade, fui para meu dormitório. Vesti meu roupão e fiquei sentada na cama, lendo o Livro padrão de feitiços, 1ª série, enquanto esperava as horas se passarem. Sim, diário, eu estava esperando dar a hora certa para tentar, pela última vez, impedir a burrada que Harry e Ronald estavam prestes a fazer.
Quando minhas pálpebras estavam quase se fechando, olhei para meu relógio e vi que já eram 23h25min. Saí da cama, em silêncio, tomando o máximo de cuidado para que ninguém do dormitório acordasse. Desci as escadas espirais e, vendo que nenhum deles estava ali, sentei-me em uma das poltronas a frente da lareira. Cinco minutos depois, um barulho nas escadas e passos pela sala comunal me fez virar para a porta. Harry e Ronald não me viram, por isso, acendi a lâmpada e disse desapontada:
-- Não posso acreditar que você vai fazer isso, Harry.
-- Você! – exclamou Ronald furioso. – Volte para a cama!
-- Quase contei ao seu irmão. – retorqui. – Percy, ele é monitor, ia acabar com essa história.
-- Vamos. – Rony chamou Harry e ambos foram em direção ao buraco do retrato.
Eu não ia desistir tão facilmente, por isso os segui. Enquanto caminhava atrás deles, tentei persuadi-los com as conseqüências do que fariam.
-- Vocês não se importam com a Grifinória, vocês só se importam com vocês mesmos. Eu não quero que a Sonserina ganhe a taça das casas e vocês vão perder todos os pontos que ganhei com a professora Minerva por saber a Troca de Feitiços.
-- Vai embora. – disse Rony.
-- Tudo bem, mas eu preveni vocês. – falei, antes de me virar para o retrato da mulher gorda. – Lembrem-se do que eu disse quando estiverem amanhã no trem voltando para casa. Vocês são tão...
Mas parei de falar. O pânico tomou conta de mim. A mulher gorda não estava mais no retrato, agora vazio. Sem ela lá, como eu poderia entrar?
-- Agora o que é que vou fazer? – perguntei.
-- O problema é seu. – disse Ronald. – Nós temos que ir, se não vamos nos atrasar.
Eu não tinha outra escolha a não ser ir com eles. Eu não ficaria parada na frente do retrato vazio esperando que a mulher gorda voltasse de repente. Então, corri para alcançá-los.
-- Vou com vocês.
-- Não vai, não.
-- Vocês acham que eu vou ficar parada aqui, esperando Filch me pegar? Se ele encontrar os três, conto a verdade, que eu estava tentando impedir vocês de saírem e vocês podem confirmar.
-- Mas que cara-de-pau! – exclamou Rony alto.
-- Calem a boca, vocês dois! – disse Harry bruscamente. – Ouvi alguma coisa.
Nesse momento, ouvi um som como de algo ou alguém farejando perto de onde estávamos.
-- Madame Nor-r-ra? – murmurou Rony.
Mas não era Madame Nor-r-ra, ainda bem. Era Neville, deitado e dormindo no chão. Quando chegamos perto dele, acordou repentinamente assustado.
-- Graças a Deus que vocês me encontraram! Estou aqui há horas, não consegui me lembrar da nova senha para entrar no quarto.
-- Fale baixo, Neville. A senha é “focinho de porco, mas não adianta nada agora. A mulher gorda saiu.
-- Como está seu braço? – perguntou Harry.
-- Ótimo. – disse Neville, erguendo o braço para mostrar a Harry. – Madame Pomfrey consertou-o na hora.
-- Que bom. Olhe, Neville, temos de ir a um lugar. Vemos você depois.
-- Não me deixem aqui. – pediu Neville, erguendo-se do chão. – Não quero ficar sozinho. O Barão Sangrento já passou por aqui duas vezes.
Rony consultou o relógio e em seguida olhou furioso para mim e Neville.
-- Se formos pegos por causa de vocês, não vou sossegar até aprender aquela Poção do Morto-Vivo que Quirrel falou e vou usá-la contra vocês.
Eu ia falar para ele que eu muito mais fácil ele utilizar um feitiço do que fazer uma poção, mas Harry pediu para que eu ficasse quieta e assim fiz. Cada curva que fazíamos em cada corredor, eu ofegava com medo de ver Filch ou Madame Nor-r-ra surgirem de repente. Neville, ao meu lado, não estava diferente.
Quando chegamos à sala de troféus, estava um silêncio perturbador. Nem Draco nem seu amigo Crabbe haviam chegado. E nem iriam chegar, eu tinha certeza. Harry caíra na armadilha de Draco.
-- Ele está atrasado, quem sabe se acovardou. – sussurrou Rony, mas eu sabia que era mentira. Parecia que, tanto eu quanto ele e Harry sabíamos que Draco nunca apareceria.
Um ruído na sala ao lado deu um susto em todos. Uma voz rouca e que não era a de Draco, resmungava na escuridão.
-- Vá farejando, minha querida, eles podem estar escondidos em algum canto.
Era Filch, dando instruções à Madame Nor-r-a. Horrorizados, começamos a ir em direção a uma porta mais distante da voz de Filch. Mal tínhamos acabado de passar pela porta, quando ouvimos Filch entrar na sala de troféus e resmungar mais uma vez.
-- Eles estão aqui. Provavelmente escondidos.
-- Por aqui! – murmurou Harry para Neville, Rony e eu, e nós quatro começamos a descer uma galeria de armaduras. Dava para ouvir os passos de Filch, por isso nos apressamos, mas Neville, de tão assustado, saiu correndo, agarrou Rony pela cintura e os dois desabaram em cima de uma armadura. O barulho das peças caindo foi o suficiente para acordar qualquer um que estivesse dormindo, e ainda mais chamar a atenção de Filch.
-- CORRAM! – gritou Harry e assim fizemos. Todos seguiram Harry até que encontramos uma passagem secreta, onde entramos e saímos perto da sala de Feitiços. Ficamos quietos lá, tendo apenas nossas respirações ofegantes como som no local.
-- Acho que o despistamos. – ofegou Harry, apoiando-se na parede fria e enxugando a testa com a manga das vestes.
-- Eu... disse... a vocês. – falei, enquanto colocava a mão sobre meu peito, tentando controlar minha respiração. – Eu... disse... a vocês.
-- Temos de voltar para a torre da Grifinória – lembrou Rony – o mais rápido possível.
-- Draco enganou você. – falei para Harry, séria. – Já percebeu isso, não? Não ia enfrentar você. Filch já sabia que alguém ia estar na sala dos troféus. Draco deve ter contado a ele.
Harry ficou em silêncio e depois disse:
-- Vamos.
Acho que Harry, mais cedo ou mais tarde, admitiria que eu tinha razão, mas no momento, parecia que não daria o braço a torcer. Apenas continuou andando, em silêncio, até que um barulho de uma maçaneta e disparou da sala de aula à nossa frente.
Era Pirraça. Olhando para nós, soltou um guincho de prazer.
-- Cale a boca, Pirraça, por favor! Você vai fazer a gente ser expulso. – disse Harry.
Pirraça gargalhou mais alto.
-- Passeando por aí à meia-noite, aluninhos? Tsk, tsk. Que feinhos, vão ser apanhadinhos.
Harry tentou convencer Pirraça, mas parecia que este não lhe daria ouvidos. Para piorar, Rony ordenou que Pirraça saísse da frente e foi um grande erro. Pirraça começou a gritar “ALUNOS FORA DA CAMA!” e tivemos que correr. Porém, chegando ao final do corredor, encontramos uma porta, mas ela estava trancada.
-- Acabou-se! – disse Rony, empurrando a porta inutilmente. – Estamos ferrados! É o fim!
Passos ecoaram perto de nós. Obviamente que Filch estava atrás de nós, tendo os gritos de Pirraça como guia.
Mas eu sabia o que fazer.
-- Ah, sai da frente! – falei para Rony e, puxando a varinha do interior de minhas vestes, dei uma batida na fechadura e murmurei: -- Alohomora!
A fechadura deu um estalo e a porta se abriu. Passamos rapidamente por ela, fechamos e colamos nossos ouvidos nela. À escuta do que estava acontecendo lá fora.
Filch perguntara à Pirraça onde estávamos e Pirraça pregou uma boa peça nele. Depois de muita conversa, deu para ouvir Pirraça voar para longe e Filch xingar com raiva.
-- Ele acha que a porta está trancada. – disse Harry. – Acho que escapamos. Sai para lá, Neville. Que foi?
Neville puxava freneticamente a manga do robe de Harry, até que ele eu olhamos para onde Neville encarava assustado.
Olhando bem para frente, vi que não estávamos numa sala, mas sim em um corredor. O corredor do terceiro andar. Segundo as regras de Hogwarts que Alvo Dumbledore mencionara no banquete de boas-vindas, o corredor do terceiro andar era proibido de entrar para todo aquele que não queria ter uma morte altamente dolorosa e agora eu sabia porquê. Ergui meus olhos e, diante de nós, estava um cão enorme de três cabeças, cujos olhos nos encaravam raivosos e de sua boca, escorria uma baba nojenta. Seus narizes farejavam o ar a nossa volta. De relance, olhei para suas patas e vi uma porta, de um alçapão talvez, protegido pelo cão de três cabeças. Em pânico, Neville, eu, Ronald e Harry saímos correndo da sala e disparamos pelo corredor, não nos importando se encontraríamos Filch no caminho.
Só quando chegamos ao sétimo andar, em frente ao retrato da Mulher Gorda, foi que consegui me acalmar um pouco.
-- Onde foi que vocês andaram? – perguntou ela enquanto seus olhos iam sobre cada um de nós.
-- Não interessa. – ofegou Harry. – Focinho de porco, focinho de porco.
O girou para frente e entramos rapidamente na sala comunal. Deitamos nas poltronas de qualquer jeito, cansados, assustados e trêmulos.
-- Que é que vocês acham que eles estão querendo com uma coisa daquelas trancada numa escola? – perguntou Rony, quebrando o silêncio entre nós. – Se existe um cachorro que precisa de exercícios, é aquele.
-- Vocês não usam os olhos, vocês todos, usam? – perguntei irritada. – Vocês não viram em cima do que ele estava?
-- No chão? – arriscou Harry. – Eu não fiquei olhando para as patas, estava ocupado demais com as cabeças.
-- Não, não estou falando do chão. – respondi. – Ele estava em cima de um alçapão. É claro que está guardando alguma coisa.
Levantei-me e encarei Ronald e Harry, com raiva.
-- Espero que estejam satisfeitos com o que fizeram. Podíamos ter sido mortos, ou pior, expulsos! Agora, se vocês não se importam, eu vou me deitar.
Virei-me e subi as escadas do dormitório.
Foi isso que aconteceu hoje. Tanta coisa em apenas um dia. Mas até agora, diário, estou pensando no que poderia estar no alçapão. Por quê a utilidade de um cão de três cabeças ali? Seja lá o que for, deve ser algo perigoso e importante que ele deve guardar lá dentro.
Bem, preciso dormir. Já está bem tarde.
Boa noite, diário!

domingo, 31 de julho de 2011

Capítulo 6: A primeira aula de Poções



Querido diário,

Hoje teria sido um dia muito bom se não fossem os dois pontos perdidos para a Grifinória por causa da atitude de Harry Potter na aula de Poções com o professor Severo Snape! Vou lhe explicar como foi.
Conforme estava escrito no pergaminho de nosso horário, teríamos dois tempos de Poções com os alunos do primeiro ano da Sonserina. Depois do café da manhã, os alunos do primeiro ano de ambas as casas (Grifinória e Sonserina), rumaram para as masmorras, onde seria lecionada a aula de Poções. Enquanto caminhava sozinha pelos corredores, tentei lembrar-me de tudo que eu lera em Mil ervas e fungos mágicos e em Bebidas e poções mágicas, caso o professor perguntasse algo sobre um dos livros.
Todos os alunos encontravam-se na masmorra quando o professor Severo Snape irrompeu pela porta. É um bruxo alto, de cabelos pretos e oleosos e um nariz em forma de gancho. Tinha um olhar quase ameaçador, mas não me intimidei, como a maioria dos alunos.
O professor começou a aula fazendo chamada normalmente, até que chegou ao nome de Harry Potter e comentou baixinho, mas audível para os alunos:
-- Ah, sim. Harry Potter. Nossa nova celebridade.
Havia um pouco de ironia em seu tom de voz, mas ainda assim era fria. Alguns alunos da Sonserina riram, entre eles Draco Malfoy, o garoto louro do Expresso de Hogwarts. Os alunos da Grifinória permaneceram em silêncio enquanto o professor terminava a chamada. Depois, guardou o pergaminho e encarou a classe com seus olhos negros. Começou, então, a fazer um discurso, no qual dizia que poderia nos ensinar a engarrafar a fama, cozinha a glória, até a zumbificar, se não fôssemos um bando de cabeças-ocas que mandam para ele ensinar. Não gostei daquela última frase dele, por isso sentei-me mais na frente da carteira para provar o quanto eu estava interessada na aula e que não sou uma cabeça-oca.
De repente, o professor Snape chamou:
-- Potter! O que eu obteria se adicionasse raiz de asfódelo em pó em uma infusão de losna?
Ergui a mão imediatamente, por mais que o professor não tivesse dito meu nome, mas eu sabia esta resposta. Era bem fácil de concluir que raiz de asfódelo em pó e infusão de losna produzia uma poção conhecida como a Poção do Morto-Vivo, por ser tão forte se fosse preparada corretamente. Eu lera isso na página 35 do livro Mil ervas e fungos mágicos, no capítulo 18, “Poções para intermediários”. Mas Harry não respondeu ao professor. Apenas fez uma expressão de quem não entendera nada e disse:
-- Não sei, não senhor.
-- Tsk, tsk, a fama pelo visto não é tudo. – disse o professor Snape com uma ligeira satisfação na voz. Ele ignorou-me completamente e baixei a mão novamente.
-- Vamos tentar outra vez, Potter. Se eu lhe pedisse, onde iria buscar benzoar?
Desta vez, ergui minha mão o mais alto que pude, tomando cuidado para não levantar da cadeira. Aquela pergunta era tão fácil quando a primeira, talvez mais ainda. Benzoar era uma pedra tirada do estômago de uma cabra que tinha como salvar uma pessoa da maioria dos venenos. Estava escrito na página 23 do livro Bebidas e poções mágicas, de Arsênio Jigger, capítulo 10, “Antídotos”. Harry, mais uma vez, não sabia responder. Pergunto-me o que será que ele fez depois de comprar os livros. Guardou-os no malão e só os abrira para as aulas? Por quê ele não lia quando está na sala comunal em vez de ficar conversando com Ronald Weasley, que é outro garoto totalmente desinteressado? Ah, eu não entendo eles, sério, diário!
Bem, continuando, Harry disse mais uma vez:
-- Não sei, não senhor.
-- Achou que não precisava abrir os livros antes de vir, hein, Potter?
Harry permaneceu imóvel, com a expressão inalterada. Mas eu sabia que por dentro ele deveria estar fervilhando de raiva por causa do professor. Ainda mais com os alunos da Sonserina rindo da cara dele todas as vezes que dizia “Não sei, não senhor”. Baixei minha mão, desistindo de o professor olhar para mim e me perguntar.
-- Qual é a diferença, Potter, -- perguntou o professor. – entre acônito licoctono e acônito lapelo?
Ergui a mão imediatamente, esperando que desta vez ele notasse. Esta pergunta era ainda mais fácil do que as duas anteriores. Estava escrito no capítulo 6 do livro Mil ervas e fungos mágicos, “Propriedades mágicas e características principais dos ingredientes de poções”. Segundo Fílida Spore, autora do livro, algumas plantas eram classificadas por suas propriedades mágicas e gêneros botânicos e que, embora os acônitos fossem classificados em diferentes nomes devido aos gêneros, era a mesma planta, portanto, não havia diferença.
Infelizmente, mais uma vez, Harry não sabia.
-- Não sei. – respondeu Harry em voz baixa. – Mas acho que Hermione sabe, por que o senhor não pergunta a ela?
Alguns alunos riram. Por mais que eu estivesse agradecida por dentro, não pude deixar de olhar incrédula para Harry. Ele acabara de responder de forma mal-educada a um professor e isso era totalmente errado. Obviamente, a expressão do professor Snape também não foi boa. Uma raiva repentina apareceu em seus olhos e ele veio na direção de Harry.
-- Sente-se. – ordenou rispidamente para mim e sentei-me constrangida. Ele virou-se para Harry e disse friamente:
-- Para sua informação, Potter, asfódelo e losna produzem uma poção para adormecer tão forte que é conhecida como a Poção do Morto-Vivo. O benzoar é uma pedra tirada do estômago da cabra e pode salvá-lo da maioria dos venenos. Quanto aos dois acônitos são plantas do mesmo gênero botânico. – ele aumentou sua voz para a turma. – Então? Por quê não estão copiando o que estou dizendo?
Rapidamente, todos os alunos pegaram suas penas e começaram a tentar escrever tudo o que o professor dissera. Como eu já sabia de cor tudo o que ele havia dito, apenas fiz uma síntese de tudo. O professor ergueu sua voz para todos os alunos, principalmente para os da Grifinória:
-- E vou descontar um ponto da Grifinória por sua impertinência, Potter. 
Todos os alunos da casa suspiraram, chateados. Eu estava brava com Harry, por isso lancei a ele um olhar de reprovação por sua falta de educação com o professor. Até aquele momento, tínhamos perdido um ponto para nossa casa, logo na primeira semana em Hogwarts.
Depois da maioria dos alunos terem escrito o que o professor dissera, ele nos separou em pares e pediu que misturássemos uma simples poção para curar furúnculos. A poção estava na página 7 do livro Bebidas e poções mágicas. Fiquei com Parvati Patil como dupla. Olhando atentamente às instruções do livro, comecei a misturar minha poção, enquanto pedia para que Parvati me dissesse os ingredientes e as quantidades e doses para colocar na poção. O chato era que Parvati era muito distraída e sempre se confundia com os nomes dos ingredientes. Às vezes, eu pegava o livro da mão dela com educação e consultava. Embora eu estivesse muito absorta nos ingredientes e ignorando as vezes em que Parvati tentava puxar assuntos fúteis que não tinham nada a ver com a aula, pude escutar quando o professor Snape elogiava Draco Malfoy e os alunos da Sonserina e também as vezes em que criticava os alunos da Grifinória, principalmente Neville Longbottom, o garoto no qual ajudei a procurar o sapo no trem. No final de tudo, ele derretera o caldeirão de Simas Finningan e recebera ainda uma bronca do professor. O pior foi que sobrou para Harry, que estava ao lado de Neville, mas muito ocupado com sua poção. Embora não tivesse nada a ver com o acidente de Neville, Snape descontou um ponto dele. Admito que dessa vez foi injusto o motivo do professor, mas fiquei calada.
No final da aula, colocamos nossas poções em ampolas e levamos à mesa do professor. Enquanto eu guardava o meu material e saía da masmorra, ouvi Parvati cochichar para Lilá Brown, sua melhor amiga, a alguns passos a minha frente.
-- Essa Granger é muito chata e sem graça! Só queria saber dos ingredientes daquela poção inútil e não queria conversar. Da próxima vez em que o professor Snape me colocar com ela, vou implorar para fazer com você.
Ouvindo aquilo, nem me abalei. Apenas passei com a cabeça erguida por elas enquanto me encaminhava para o Salão Principal para almoçar. Ouvi Lilá abafar um gritinho e Parvati prender a respiração.
Bem, depois de tudo, o dia transcorreu normalmente. Tivemos um tempo de História da Magia depois do almoço e um de Defesa contra as Artes das Trevas com o professor Quirrel.
Estou um pouco cansada, diário. Acho que vou escrever uma carta para meus pais sobre como foi minha primeira semana e amanhã cedo a envio. Vou continuar a ler Quadribol através dos séculos.
Boa noite, diário! 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Capítulo 5: O primeiro dia em Hogwarts



Querido diário,

Hoje foi meu primeiro dia letivo aqui em Hogwarts e vou lhe relatar como foi.
Acordei cedo pela manhã, por volta das 07h15min. Coloquei minhas vestes, que agora tinham a gravata com as cores de minha casa, Grifinória, e o emblema dela também está em minha capa. Saí da Sala Comunal, que estava em silêncio, a não ser por alguns alunos sentados nas poltronas em frente à lareira e saí da torre em direção ao Salão Principal. Graças ao livro Hogwarts, uma história, eu sabia todos os andares do castelo de Hogwarts agora e não seria mais tão difícil andar pelo castelo desprevenida.
O Salão ainda estava um pouco vazio, tendo apenas alguns estudantes nas mesas de suas casas correspondentes e alguns professores estavam tomando café também. Sentei-me ao lado de duas meninas, Lilá Brown e Parvati Patil, que conversavam animadamente sobre o que fazer no fim de semana. Revirei os olhos e comecei a tomar meu mingau de aveia sozinha. Como alguém poderia pensar em final de semana se mal havíamos começado as aulas?
Por volta das 08h00min, o salão começou a encher de estudantes e entre eles estavam Harry Potter e Ronald Weasley. O chato de quando Harry aparece é que todos à volta começam a cochichar freneticamente sobre ele. Eu sei que ele é como se fosse uma celebridade, uma celebridade de uma tragédia terrível, mas acho que as pessoas poderiam deixá-lo andar sem murmúrios sobre seu passado e sobre quem ele é.
O correio-coruja apareceu, tornando o teto do salão uma massa de corujas das mais diversas cores, tamanhos e espécies. Uma coruja-das-torres veio até mim, entregando-me um pacote de doces que minha mãe faz, sem muito açúcar, é claro, uma vez que ela e papai são dentistas.
Bem, enquanto eu tomava meu café-da-manhã, a professora Minerva McGonagall foi passando pela mesa da Grifinória distribuindo os horários. Peguei o pedaço de papel e agradeci à professora, virando-me para ver quais aulas eu teria hoje. Seriam dois tempos de História da Magia, um de Herbologia, almoço, depois vinha um tempo de Transfiguração e um de Feitiços. Seria um dia interessante se não fosse por algumas situações.
Os tempos de História da Magia transcorreram normalmente com o professor Binns, um fantasma, que falava pacientemente sobre algumas figuras históricas, como Emerico, o Esquisitão, e Urico, o Mau. Cada palavra que ele dizia eu fazia questão de anotar em meu caderno, caso ele venha dar questões sobre estes assuntos na prova, mas eu parecia ser a única da turma a fazer isso. A maioria dos alunos estava com a cabeça apoiada na mesa, sonolentos. A professora Sprout, de Herbologia, nos ensinou algumas coisas sobre fungos e plantas e nos informando sobre suas propriedades mágicas.
Chegara a hora do almoço, mas não fiquei muito tempo no Salão Principal. Na noite anterior, eu estava lendo Hogwarts, uma história, e vi que havia uma biblioteca aqui no castelo onde havia vários livros sobre os mais diversos assuntos. Como fiquei curiosa para saber como era lá, apenas comi um pouco do pudim de carne e nem esperei pela sobremesa. Saí em disparada pelo salão a fim de chegar à biblioteca com um tempo sobrando antes das aulas da tarde.
Diário, você não faz idéia de como é fascinante aquela biblioteca! É claro que quando cheguei lá, a bibliotecária, Madame Pince, me barrou perguntando porque eu estava ali e lhe respondi que queria conhecer a biblioteca de Hogwarts, pois estava escrito no livro Hogwarts, uma história, que ela estava repleta dos mais diferentes livros e assuntos do mundo mágico. Acho que aquilo a convenceu, pois Madame Pince deu um pequeno sorriso e deixou-me entrar. Rapidamente, encaminhei-me para a estante mais próxima. Não tive muito tempo para ficar ali, mas depois de dar uma lida em alguns livros, resolvi pegar emprestado o livro Quadribol através dos séculos, e saí da biblioteca assim que o relógio marcou o início das aulas da tarde.
Transfiguração é uma das matérias que estou mais gostando até agora, diário. É algo realmente simples, que só é necessária apenas atenção e seguir as fórmulas que a professora Minerva McGonagall coloca no quadro negro. Hoje, como dever de aula, ela pediu que transformássemos um fósforo em uma agulha. Acho que como somos iniciantes, ela começou com algo simples e pequeno. Dei o melhor de mim e, depois de ler e reler as anotações antes de transfigurar, consegui transformar o fósforo em agulha! A professora me parabenizou e agradeci, sentindo meu rosto corar de orgulho.
Terminamos o dia com a aula de Feitiços, com o professor Flitwick. Assim que entrei na sala, ele deu um sorriso para mim e me cumprimentou do alto de uma pilha de grossos livros. Cumprimentei-o e sentei-me em uma das cadeiras. Ele começou a aula fazendo a chamada e, assim que chegou ao nome de Harry Potter, soltou um gritinho de surpresa, fazendo-o cair da pilha de livros. Alguns alunos, ou quase todos, riram, mas eu não achei a menor graça. Não seria comum você, sendo um professor, fazendo chamada na sala de aula e de repente, para no nome de alguém que é famoso por algo terrível sem ficar surpreso. Felizmente, o professor Flitwick estava bem e voltou a fazer sua chamada e deu início a aula.
Não tivemos dever de casa hoje, por isso estou sentada tranquilamente na sala comunal, vendo alguns alunos estudando ou fazendo deveres de casa e escrevendo em você, despedindo-me agora, pois vou ler Quadribol através dos séculos. Quem sabe o que os próximos dias guardarão.
Boa noite, diário!

sábado, 9 de julho de 2011

Capítulo 4: Surpresa no Expresso de Hogwarts



Querido diário,

Hoje é o dia. O grande dia! Hoje, dia 1º de setembro, estarei embarcando para Hogwarts. Estou muito feliz e meus pais também.
Estou escrevendo enquanto estou a caminho da estação King’s Cross, e o carro está sacolejando um pouco ao fazer as curvas das ruas. Acho que vou parar de escrever e talvez retorne a escrever no trem.
Até mais!


Querido diário,

Estou escrevendo de uma das cabines do Expresso de Hogwarts. Você não imagina como foi intrigante atravessar a plataforma 9 ¾. Isso mesmo! Tive que atravessar a barreira. Atravessei uma parede pétrea e apareci do outro lado, intacta. Meus pais também apareceram, intrigando alguns bruxos e bruxas que estavam perto do trem. Mas alguns deles nem deram atenção, então deveriam saber o porquê de meus pais poderem atravessar a plataforma. O professor Flitwick disse que, contanto que os trouxas soubessem que poderiam atravessar a plataforma 9 ¾ se quisessem, a atravessariam sem problemas.
Embarquei no trem às 10h50min, depois de ter me despedido de meus pais com um abraço forte. Mamãe estava com lágrimas nos olhos ao me abraçar.
-- Mamãe, eu voltarei, não se preocupe. – falei com a voz mais tranqüila que pude para convencê-la.
-- Nos veremos no Natal, então, Hermione? – ela perguntou chorosa.
-- Sim, mamãe, prometo.
Papai foi mais firme ao se despedir de mim, mas mesmo assim me deu um forte abraço caloroso.
-- Estou orgulhoso de ter você como filha, Hermione. Ter uma filha bruxa como você. Será a melhor da turma, creio eu, não é? – perguntou com um sorriso divertido nos lábios.
-- Sim, papai. Certamente serei! – falei com convicção e virei-me para o extenso trem vermelho. Um dos funcionários do trem pegou meu malão de Hogwarts do carrinho que eu carregava e o colocou junto dos outros. Depois disso, fui procurar uma cabine. Não havia tantos alunos dentro do trem e os poucos que ali estavam corriam de um lado para o outro nos corredores. Encontrei uma cabine vazia e sentei-me. Por sorte, ela ficava bem de frente para onde meus pais estavam. Mamãe enxugava os olhos com um lenço e papai a abraçava com um braço enquanto utilizava o outro para acenar para mim. Desviando o olhar por um momento, vi que sete bruxos atravessavam a plataforma, seis deles de cabelos vermelhos como fogo, cinco irmãos, uma irmã e uma mãe, e havia ainda outro garoto, de cabelos pretos e que usava óculos redondos. Por um momento, ele me pareceu familiar, mas não me lembrei pelo quê. 
O trem começou a andar lentamente. Dei um último adeus aos meus pais, até tê-los perdido de vista na curva que o Expresso fez. Então, coloquei imediatamente o uniforme e fiquei observando a paisagem da janela.
Bem, agora, diário, estou escrevendo sentada encostada no canto da cabine. Há duas meninas aqui comigo: Susana Bones e Ana Abbott. Conversamos um pouco, mas resolvi ficar retraída enquanto elas conversavam sobre como foram seus verões. Por isso, resolvi escrever em você.
Acho que vou dar uma caminhada pelo trem e tentar me relacionar com os bruxos daqui.
Voltarei a escrever em você hoje, não sei quando, mas volto.
Até mais!


Querido diário,

Tenho muitas coisas para lhe contar então vou ver se consigo resumir um pouco do que aconteceu hoje. Você não vai acreditar quem eu encontrei aqui no trem! Harry Potter! Sim, o menino-que-sobreviveu, segundo os livros. Sim, ele também parece estar indo para seu primeiro ano em Hogwarts, como eu.
Eu estava passando pela cabine deles, após um garoto chamado Neville Longbottom implorar para que eu lhe ajudasse a encontrar seu sapo perdido. Aceitei ajudá-lo e comecei a procurar e a perguntar a cada um que estava nas cabines se haviam encontrado ou visto o sapo de Neville. Na maioria das vezes a resposta era “não”.
Foi então que, em uma das cabines, lá estava Harry Potter e um dos garotos ruivos que vi atravessar a plataforma. Eles estavam, provavelmente, tentando executar um feitiço, mas apareci na porta assim que o menino ruivo, apresentado como Rony Weasley, erguia a varinha para lançar. Ele pronunciou um feitiço esquisito que acho que não era bem um feitiço. Parecia apenas uma rima boba. Então, mostrei a eles como se executava um feitiço corretamente. Ergui a varinha na direção dos óculos de Harry e pronunciei o feitiço Oculus reparo, um feitiço que encontrei por acaso no Livro Padrão de Feitiços 1ª série. Rony Weasley não tinha uma expressão muito feliz quando me viu executá-lo corretamente. Não ligo. Ele precisava dar uma olhada direito nos feitiços que tenta pronunciar.
Não sei por que estou falando tanto nele.
Disse a Harry também os livros nos quais eu havia encontrado a história dele mencionada. Diário, por mais estanho que parecesse, ele ficou confuso e surpreso ao saber disso. Eu sinceramente não ficaria se fosse meu caso. Teria procurado tudo em relação à minha história em todos os livros que eu pudesse.
Bem, saí da cabine deles e continuei a procurar o sapo de Neville. Passamos por outra cabine que tinha três garotos, dois corpulentos de cabelos castanhos e um loiro e esguio. Eles me olharam com a mesma expressão dos bruxos do Caldeirão Furado, com repulsa no olhar. Desisti na mesma hora de entrar lá e perguntar alguma coisa a eles. Quando virei às costas, ouvi um deles cochichar algo e todos caíram na gargalhada. Provavelmente, estavam falando de mim e Neville.
Ao anoitecer, eu já estava na minha cabine, conversando com Susana e Ana sobre as casas de Hogwarts. As duas disseram, em uníssono, que adorariam ficar em qualquer casa, menos na Sonserina. Segundo as duas, a maioria dos bruxos das trevas vinha desta casa devido à educação que receberam e todos de lá eram bruxos de “sangue-puro”, como se auto-denominavam.
A velocidade do trem começou a reduzir e logo estávamos na plataforma de Hogwarts. Todos os monitores abriram as portas dos vagões para que os alunos pudessem passar e seguir o guarda-caça, Rúbeo Hagrid, um gigante que parecia ser amigo de Harry Potter, pois quando este desembarcou, foi logo cumprimentá-lo.
Atravessamos o Lago Negro em um barco no qual cabiam quatro alunos. Eu, Neville, Harry e Rony ficamos no mesmo barco. Quando estávamos perto do castelo majestoso de Hogwarts, descemos do barco com cuidado. Fomos guiados pelo seu interior pela professora McGonagall, uma bruxa de expressão severa e responsável. Então, entramos no Salão Principal, que era magnífico e esplendoroso. Alguns ficaram surpresos com o teto, que era realmente magnífico, mas disse a elas que ele era apenas enfeitiçado para parecer com o céu à noite. Estava escrito em Hogwarts, uma história.
Bem, estou bocejando já, diário, e minhas pálpebras estão prestes a se fechar, mas vou terminar de escrever.
Fui selecionada para a Grifinória, a casa dos corajosos e dos inteligentes. Mas, antes de eu ser selecionada, assim que o Chapéu Seletor foi colocado na cabeça, ele falou comigo assim:
"Estou indeciso, é uma escolha difícil. Vejo que tens uma inteligência superior e incrível, mas sua coragem também é bem notável. Estou indeciso em relação à Grifinória e Corvinal, pois têm habilidades muitos prezadas em ambas as casas. Mas, com certeza, acho que ficará melhor na Grifinória!"
Assim, deixei o Chapéu Seletor no banquinho e me dirigi à mesa da Grifinória. Depois da cerimônia de seleção, tivemos um excelente banquete e depois, viemos para a Torre da Grifinória, desta vez, guiados pelo monitor da casa, Percy Weasley, um dos irmãos de Rony. Rony e Harry estão na mesma casa que eu.
Bem, é isso, diário. Mal posso esperar para ver como será amanhã, primeiro dia de aulas aqui.
Boa noite, diário!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Capítulo 3: Beco Diagonal



Querido diário,

Hoje, eu e meus pais fomos comprar meu material escolar para meu primeiro ano letivo em Hogwarts, no sábado seguinte a visita do professor Flitwick. Meus pais tiveram que trabalhar na semana toda no consultório dentário, por isso fomos apenas hoje.
Seguimos todas as instruções do professor. Chegamos à Rua Charing Cross e encontramos um velho local aparentemente pobre e mal-acabado que ficava entre duas lojas. Se não fosse pela placa, eu teria passado despercebida. Entramos lá e vimos como o Caldeirão Furado estava cheio. Obviamente, não era um lugar com pouco movimento. Foi estranho, diário, porque no momento em que entramos, todos os rostos que estavam ali viraram-se imediatamente para meus pais e a mim. Alguns apenas nos encararam por um instante e voltaram suas atenções para o que bebiam sob a mesa, outros nos olharam com incredulidade e com certo desprezo, e alguns até mesmo chegaram a se retirar do local, com a cabeça erguida. Não entendi a reação daqueles bruxos. Será que eles tinham aversão a nós?
Felizmente, o balconista, atendendo pelo nome de Tom, um bruxo não muito velho, com alguns tufos de cabelos brancos e usava um avental marrom e manchado, nos recebeu sem nenhuma reação negativa. Perguntamos a ele como chegávamos ao Beco Diagonal e ele gentilmente, nos mostrou a posta dos fundos, na qual demos de cara a um paredão de tijolos laranja. Puxando a varinha do interior das vestes, Tom tocou em alguns tijolos do centro no sentido horário e então, a parede maciça de tijolos se movimentara, abrindo passagem para uma extensa rua, repleta das demais lojas mágicas. Meus pais ficaram boquiabertos, mas eu não. Parecia que aquele lugar era familiar para mim, de alguma forma.
Tom nos disse que a passagem ficaria aberta para que pudéssemos retornar, então voltou para o bar. Agradecemos a ele e fomos andando na direção das ruas apinhadas de bruxos. Como fora nos dito pelo professor Flitwick que a primeira coisa que tínhamos que fazer era trocar o dinheiro trouxa por dinheiro bruxos, fomos ao Banco Gringotes, uma grande construção de mármore branco e com colunas tortas que ficava no coração do Beco. As portas eram de bronze e muito bem polidas, no qual um duende de vestes vermelho e dourado, vigiava atentamente em seu posto. Desejamos “bom dia” para o duende, mas ele apenas nos olhou e voltou a observar a rua. Atravessamos as portas de bronze e chegamos a um hall, onde encontramos mais dois duendes que vigiavam ao lado de uma porta de prata onde, ao lado, estavam alguns versos escritos como um aviso a visitantes. Não vou escrever aqui porque infelizmente não me lembro dos versos, diário, mas era um aviso muito interessante. Após atravessarmos as portas de prata, chegamos a um grande salão de chão polido e com diversos duendes atrás de balcões. Alguns procuravam coisas em alguns livros, outros pesavam moedas em balanças e alguns olhavam minuciosamente pedras preciosas com óculos de joalheiro. Fomos em direção a um duende em um dos balcões, que observava e carimbava alguns envelopes.
-- Bom dia! – saudou meu pai ao duende, que tampouco o olhou. – Ah, bem..., nós gostaríamos de trocar nosso dinheiro por dinheiro do mundo bruxo.
O duende agora o encarou com seus pequenos olhos e resmungou baixo e pediu para que meu pai lhe entregasse o dinheiro trouxa. Papai esvaziou os bolsos e o duende começou a observar as notas de dez libras, como se estivesse certificando que não eram falsas. Depois, soltou um resmungo e chamou outro duende. Ele entregou as notas para este e, imediatamente, uma bolsa púrpura surgiu na mão dele. Entregou ao outro, e foi embora. O duende virou-se para nós e disse:
-- Aqui está o dinheiro equivalente ao que trouxeram. As moedas grandes e douradas são os galões, as prateadas e médias são os sicles e as pequenas e cor de bronze são os nuques. Agora pode ir. – a última frase ele disse rispidamente e voltou sua atenção as cartas.
Saímos do banco e fomos seguindo a lista do que era necessário comprar. Fomos à Madame Malkin – Roupas para Todas as Ocasiões para fazer meu uniforme de Hogwarts. Mamãe tomou um grande susto ao ver a fita métrica tirando medida sozinha e solta no ar. Foi necessário ela sentar-se um pouco para recuperar o susto, enquanto madame Malkin lhe explicava que era absolutamente normal a ação da fita. Depois de feito o uniforme, fomos na Floreios e Borrões, uma livraria repleta dos mais diversos livros sobre os mais diversos assuntos. Compramos todos os livros da lista, mas resolvi comprar também um exemplar de Hogwarts, uma história, um livro que com certeza me ajudaria muito a entender melhor sobre onde eu estudaria. Enquanto meus pais pagavam os livros, fiquei dando uma olhada nos outros. Uma livraria era um dos melhores lugares do mundo para mim!
Comprei tudo que estava na lista: penas, pergaminhos, tinteiros, o caldeirão de estanho, varinha (a composição da minha é de ameixeira brava e pêlo de unicórnio, 30 cm), telescópio e uma balança de latão. Depois de termos comprado tudo, eu e meus pais fomos para o Caldeirão Furado, cuja entrada para o Beco continuava aberta. Agradecemos e nos despedimos de Tom, e retornamos às ruas de Londres.
Sabe, diário, esqueci de lhe contar uma coisa. Quando eu estava na Floreios e Borrões esperando meus pais terminarem de pagar pelos livros, fiquei dando uma olhada em alguns, até que meus olhos bateram em um chamado História da magia moderna. Folheei algumas páginas até que encontrei uma realmente interessante. Falava sobre a queda de um lorde das trevas e sobre um garoto chamado Harry Potter. Segundo o livro, dizia que na noite do dia 31 de outubro de 1981, os pais de Harry Potter foram mortos por Aquele-Que-Não-Se-Deve-Nomear e que este, ao tentar matar o filho do casal, fora atingido pelo próprio feitiço, destruindo-se no final. Interessei-me tanto pela história que resolvi procurar em outros livros, mas só consegui ler mais dois: Ascensão e queda das artes das trevas e Grandes acontecimentos mágicos do século XX. Mas os livros não pareciam ter palavras convincentes sobre o fato e um parecia falar coisas que o outro não dizia. Se um dia eu encontrar Harry Potter, adoraria perguntar a ele o que aconteceu de verdade. Não estou querendo ser indelicada, afinal pode ser um assunto bem difícil para ele.
Bem, vou ler Hogwarts, uma história e esperar o sono chegar.
Boa noite, diário!